Talvez você já tenha se deparado com o termo “smart city” (cidade inteligente) antes. Trata-se de uma discussão que é tendência mundial e já são mais de 38 milhões de resultados de pesquisa no Google. Mais do que discutir e classificar as cidades como inteligentes ou não, é preciso traçar um plano com o objetivo de torna-las inteligentes. Para isso, o primeiro passo é a definição de um conceito para o termo.
Segundo a União Europeia, Smart Cities são aquelas cujas pessoas interagem em redes estratégicas de energia, conhecimento, financiamento e materiais formando infraestrutura, oferecendo serviços de comunicação, informação e planejamento que solucionam problemas locais, ou seja, com objetivo de alcançar o desenvolvimento sustentável.
Baseando-se em indicadores, pesquisadores do IESE Business School da Universidade de Navarra, formataram o ranking Cities in Motion. O modelo definido contempla indicadores para medição do nível de inteligência de uma cidade em 10 dimensões: economia, capital humano, coesão social, meio ambiente, conexões internacionais, planejamento urbano, administração pública e governança.
Em maio de 2017, o ranking atualizado foi lançado incluindo 180 cidades, representando 80 países. O Brasil é um dos 13 países representantes da América Latina e conta com 9 cidades no ranking. A cidade de São Paulo (101º) é a representante brasileira mais bem colocada, seguida pela capital do estado do Rio de Janeiro (114º). Mas o uso de tecnologias de informação e comunicação, visando a melhoria dos indicadores não deve ser encarado como um privilégio para metrópoles. Na Europa, há um movimento de cidades de até 100.000 habitantes se organizando e formando comissões para implementar ações que as tornem mais inteligente.
Vale ressaltar que não há uma fórmula pronta para a cidade que almeja se tornar uma smart city. É necessário traçar um plano em direção ao desenvolvimento sustentável baseado em indicadores e planos de ação em áreas que a cidade precisa melhorar. A Muove Brasil oferece diagnóstico customizados e elaborados com base em evidências e, que a partir do uso da tecnologia de informação e dados, podem ser escalados a preços acessível para cidades médias e pequenas. Outro ponto a ser considerado é que, apesar de serem tópicos separados, as dimensões se inter-relacionam, necessitam de olhar, avaliação, medição transversais. Assim, é importante se atentar para a composição de uma equipe diversa que possibilite uma visão holística da cidade. Ao final, todos ganham uma cidade mais inclusiva, sustentável e criativa.
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